Solteiros procuram cupido profissional para conseguir um amor

Depois do sucesso dos sites de namoro, que ajudam solteiros a encontrar um par compatível, entram em cena os “heart hunters” ou, em português, caçadores de coração. São profissionais que oferecem serviços para pessoas que estão sós e sentem dificuldade de se relacionar.

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O trabalho do heart hunter começa antes da função de cruzar as afinidades dos candidatos e indicar quem pode –ou não– ser um bom pretendente. A pessoa que busca esse profissional passa por um acompanhamento psicológico. “Isso a ajudará a se preparar para a vida a dois”, explica Eliete Matielo, psicóloga, heart hunter e diretora de um site de encontros. Só depois dessa terapia é que o solteiro parte em busca da cara-metade.

Autoconhecimento e autoestima

Antes de tudo, o cliente passa por uma avaliação do seu histórico amoroso, para descobrir o que levou os seus relacionamentos anteriores ao fracasso. “A pessoa deve substituir as crenças que limitam e atrapalham o sucesso no amor por outras que fortaleçam a autoestima e, consequentemente, elevam os critérios de escolha do parceiro”, diz a psicóloga e heart hunter Priscilla de Sá.

Com essa questão descoberta, é feita uma análise do perfil da pessoa para entender o que ela espera de um relacionamento. “Estilo de vida e valores têm peso fundamental nessa formulação”, declara Priscilla. “Com a lista do parceiro ideal em mãos, traçamos estratégias para que aumentem as chances de encontrá-lo.”

Em busca de afinidade

Alcançado esse objetivo, uma opção é, sim, se cadastrar em sites de relacionamentos. “Neles, a busca por um parceiro pode ser bastante facilitada, já que todos que estão cadastrados ali têm a mesma finalidade: encontrar um amor. Costumo indicar para alguns de meus pacientes que sentem certa dificuldade de se relacionar e que não costumam paquerar em baladas”, diz Carla Cecarello, psicóloga e sexóloga, coordenadora do projeto Ambsex e autora do livro “Sexualmente – Nós Queremos Discutir a Relação”.

Quando o solteiro se cadastra em um site de relacionamento, o heart hunter participa. “Nós ainda o preparamos para os primeiros contatos, o que, às vezes, demanda mudanças no visual e de hábitos em geral, e podemos, até mesmo, fazer um treino para que o cliente vá menos ansioso ao encontro”, conta Priscilla. E, mesmo com tudo encaminhado, é possível continuar com o acompanhamento. “Muitos preferem manter o contato para eventuais inseguranças”, diz Eliete.

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Elas procuraram o serviço

A analista financeira Bruna Bertholdi, de 22 anos, procurou o trabalho de um heart hunter por perceber que seus relacionamentos nunca eram duradouros. “Eu não sabia onde estava errando”, diz. Por indicação de uma amiga, ela se cadastrou em um site de encontros em busca de uma resposta que a ajudasse a mudar esse padrão. “Fiz a terapia por três meses, que me ajudou a descobrir onde estavam as minhas dificuldades.”

Hoje, depois de cinco meses, Bruna acredita estar mais segura e pronta para uma relação. “Estou com uma pessoa legal. Ainda estamos nos conhecendo, mas já sinto que estou agindo diferente”, diz. Agora, sempre que Bruna se sente insegura, liga para a sua heart hunter para pedir novos conselhos. “Alguns têm preconceito, mas é um trabalho muito sério”, avalia.

Julia, de 25 anos, que prefere não revelar seu nome completo, também procurou uma profissional. “Eu estava noiva, mas ele pediu um tempo. Fiquei muito mal, porque já era o segundo noivo a fazer isso. Comecei a achar que o problema era comigo”, conta. Com ajuda da terapia, Julia chegou à conclusão de que aquele não seria um relacionamento ideal para ela.

“Além disso, aceitei o desafio de ficar sozinha por 30 dias, sem ir à balada, só me conhecendo melhor, para saber o que eu queria da vida –e com que tipo de homem eu queria me relacionar. Amadureci muito. Hoje, controlo melhor a minha ansiedade e me sinto mais segura na relação, o que me ajudou a ser menos grudenta e a respeitar o espaço do outro”, diz Julia, que, está namorando há seis meses.

Fonte: Uol

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